Dra. Érica Mota · Hematologia

Anemia, ferro e ferritina, explicados com calma.

Sou médica hematologista. Reuni aqui as perguntas que mais chegam antes da primeira consulta, com a resposta que eu daria no consultório.

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Érica Moreira Mota · MÉDICA · CRM-RJ 1109600
Hematologia e Hemoterapia · RQE 47338

Retrato da Dra. Érica Mota em estúdio, sobre fundo marrom
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Todo exame tem uma faixa de referência, o intervalo em que o resultado é considerado esperado. Um valor fora dela abre uma investigação. Ele não fecha um diagnóstico.

Por que a anemia não melhora mesmo tomando ferro?

Porque repor ferro trata a consequência, e nem sempre a causa. Se existe uma perda contínua, uma dificuldade de absorção ou uma inflamação em curso, o ferro entra e não fica.

É a queixa mais comum de quem chega ao consultório: já tomou o comprimido, já tomou a medicação injetável, e o exame seguinte veio quase igual. O passo que costuma faltar não é aumentar a dose, é procurar de onde o ferro está saindo ou por que ele não está sendo aproveitado.

Ferritina alta quer dizer excesso de ferro?

Nem sempre, e essa é a confusão mais frequente. A ferritina é uma proteína que guarda ferro, mas ela também sobe quando o corpo está inflamado, em doença do fígado, em obesidade, no consumo regular de álcool e em várias outras situações.

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Faixa de referência da ferritina o resultado, bem acima dela

Um número fora da faixa é um começo de conversa, não um diagnóstico. O que decide é ele lido junto do ferro, da saturação de transferrina e da sua história.

Dá para ter ferro baixo e ferritina alta ao mesmo tempo?

Dá, e isso não é contradição. Os dois exames medem coisas diferentes: o ferro sérico é o que está circulando agora, e a ferritina é o que está guardado, mais o quanto o corpo está inflamado.

Quando existe inflamação, o organismo tranca o ferro no estoque e reduz o que circula. O resultado é exatamente esse: pouco ferro disponível, ferritina alta. É uma das situações em que tomar mais ferro não resolve, e pode até atrapalhar.

Menstruação intensa causa anemia, ou é a anemia que mexe na menstruação?

As duas perguntas aparecem, e elas têm respostas diferentes.

Menstruação volumosa ou prolongada é uma das causas mais comuns de anemia por falta de ferro em mulheres, porque a perda se repete todo mês. No outro sentido, uma anemia importante pode vir acompanhada de alterações no ciclo, mas aí o ciclo costuma ser sinal de outra coisa acontecendo, e não a causa da anemia.

Na prática as duas investigações caminham juntas, e é comum o cuidado ser dividido com a ginecologia.

Plaqueta baixa é grave?

Depende de quanto e de por quê, e na maior parte das vezes não é urgência. Plaqueta pode cair depois de uma infecção viral, por uso de certos medicamentos, na gestação e em várias outras situações reversíveis.

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Faixa de referência das plaquetas o resultado, pouco abaixo dela

O que muda a conduta é a tendência ao longo do tempo e a presença de sangramento. Um valor isolado, sem sintoma, quase sempre pede acompanhamento e não tratamento imediato.

Quando vale procurar um hematologista?

Quando uma alteração do sangue já foi vista e ainda não foi explicada. Anemia que não melhora com reposição, ferritina alterada para cima ou para baixo sem causa definida, plaqueta ou leucócito fora da faixa por mais de um exame, ou um hemograma que muda sem que ninguém tenha chegado ao porquê.

Não é preciso ter um diagnóstico para marcar. Boa parte do trabalho é justamente chegar a ele.

Como funciona

A consulta é online, e presencial quando o caso pede.

O primeiro atendimento acontece por vídeo, com os exames em mãos. Boa parte do que a hematologia clínica avalia é leitura de resultado somada à sua história, e isso se faz bem à distância.

Quando o caso pede exame físico ou procedimento, o atendimento presencial acontece nos endereços abaixo. Traga os exames que já tiver, mesmo os antigos: a comparação ao longo do tempo costuma dizer mais que um resultado isolado.

Teleconsulta
De qualquer lugar do Brasil, por vídeo
Nova Iguaçu
Américas Centro de Oncologia Integrado · Av. Dr. Mario Guimarães, 318
Niterói
Américas Centro de Oncologia Integrado · Av. Sete de Setembro, 179, Icaraí
Barra Mansa
Oncobarra · Rua Santos Dumont, 181

Me deu total espaço para falar sobre
minha saúde de maneira geral.

Julia M. · agosto de 2026
5,0de 5

56 avaliações de pacientes
Média pública no Doctoralia, apurada em 21 de agosto de 2026. Ver todas

Foi muito atenciosa, me senti muito acolhida. Tive atenção sobre meu caso, e esclarecimentos sobre o mesmo.

Jane S. · agosto de 2026

Demonstrou muito conhecimento, atenção e cuidado em minha consulta. Transmite segurança e acolhimento, tornando a consulta uma experiência muito tranquila.

Suellen M. · agosto de 2026

É a médica hematologista da minha mãe. Além de competente, é sempre atenciosa e gentil.

Henrique V. · julho de 2026

Tirou todas as dúvidas com a maior paciência do mundo.

Priscila C. · agosto de 2026

Avaliações publicadas por pacientes no Doctoralia, reproduzidas com o sobrenome abreviado. Nenhuma foi editada além do corte de trecho. Elas descrevem a experiência de atendimento de cada pessoa e não representam promessa de resultado.

Dra. Érica Mota sentada, em ambiente claro

Seis anos de formação depois da graduação.

Clínica médica primeiro, hematologia depois, e transplante de medula óssea no Instituto Nacional de Câncer.

  • Graduação em MedicinaUniFOA, Volta Redonda
  • Residência em Clínica MédicaBase para ler o paciente inteiro, e não só o exame
  • Instituto Nacional de Câncer, INCA
    • Residência em Hematologia
    • Transplante de Medula Óssea
    • Fellowship em Transplante de Medula Óssea

Traga seus exames. A gente lê juntos.

O agendamento é pelo WhatsApp, direto comigo. Me diga o que apareceu no seu exame e a gente encontra um horário.

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